Hist√≥ria – C√Ęmara Municipal de Paragua√ßu

História


No final do século XVIII, foram cedidas duas sesmarias no Sertão de São Sebastião, na freguesia da Campanha, no sul de Minas Gerais: a primeira, ali por 1790, ao capitão Manoel Luiz Ferreira do Prado, e a segunda, ao português Agostinho Fernandes Lima Barata.
O lugar era habitado somente por índios da tribo mandiboias, de nação cataguá. Os nativos habitavam às margens dos rios Sapucaí e Dourado, ricos em peixes e frutas. Após os exames da região que fizeram, os colonizadores optaram pela pecuária, devido à facilidade que os cerrados ofereciam à criação de gado, embora não se descuidando do cultivo de cereais e formação de canaviais.
Inicialmente, o arraial tomou o nome de Carmo dos Tocos, pelo seguinte motivo: a sesmaria de Agostinho era formada por uma gleba de terra muito fértil onde vicejava uma densa mata virgem. Para que os moradores atingissem a localidade onde se pretendia construir a capela, foi necessário abrir uma picada, isto é, cortar árvores para a passagem de pedestres e cavaleiros, mas os tocos de árvores permaneceram, dando origem ao nome.
Segundo uma lenda, algum tempo depois, passou pela regi√£o um grupo de ciganos. Estando acampados no arraial, uma mo√ßa da cidade fugiu com os ciganos. A fam√≠lia e todos os moradores do lugarejo sa√≠ram ao encal√ßo dos ciganos, expulsando-os. Depois de uma violenta luta, os sobreviventes fugiram e os mortos foram sepultados em uma vala no local denominado at√© os dias de hoje por Leva Tapas. Desde esse acontecimento, o arraial passou a denominar-se Carmo da Escaramu√ßa, passando mais tarde √† denomina√ß√£o de “Vila Paraguass√ļ”.
O munic√≠pio de Paragua√ßu foi criado atrav√©s da Lei 556, expedida em 30 de agosto de 1911, pelo governo de Minas Gerais. Um dos par√°grafos dessa lei marcava a data para a elei√ß√£o dos vereadores e para a escolha, pelos mesmos, do prefeito, do vice-prefeito e do secret√°rio da c√Ęmara. Mas a prescri√ß√£o legal n√£o foi seguida.
Um ano depois, designado novo pleito, foram eleitos vereadores: Jos√© Cristiano Prado, Pedro Augusto Leite, Nestor Eust√°quio de Andrade, Jos√© Camilo da Costa, Jo√£o Pedro Alvarenga, Cust√≥dio Estev√£o Pereira e C√Ęndido Galv√£o.Entretanto, faltavam √† cidade pr√©dios para cadeia, Grupo Escolar e C√Ęmara, indispens√°veis ao exerc√≠cio da nossa autonomia. Jos√© Cristiano cedeu sua casa para sediar a C√Ęmara, e o povo unido doou ao Estado, por escritura p√ļblica, os pr√©dios que faltavam.
Empossados os titulares do Poder Legislativo local, foram eleitos Prefeito, Vice e Secret√°rio, respectivamente, Jos√© Cristiano Prado, Pedro Augusto Leite e C√Ęndido Galv√£o. A C√Ęmara, sob a presid√™ncia de Pedro Leite, escolheu o dia seguinte, 1 de junho de 1912, para a instala√ß√£o definitiva da Casa, quando, igualmente, o Prefeito e o Vice tomaram posse. Na sess√£o da C√Ęmara do dia 2 do mesmo m√™s, iniciou-se a elabora√ß√£o do Estatuto da Organiza√ß√£o do Munic√≠pio. Com a liberdade, o arraial passou a responder pelo nome de “Paraguass√ļ”, escolha do senador Gaspar Lopes.
E assim foi que, em 1 de junho de 1912, Paraguaçu conquistou a liberdade, desligando-se definitivamente da dependência de Machado.


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